essa postagem faz parte do beda, projeto cujo objetivo é escrever (ou tentar) todos os dias de agosto. tô participando junto com a galera do entreblogs, e você pode dar uma bizoiada no que todo mundo têm escrito aqui :^)
eu não me acho uma pessoa pessimista. deprimida, sim; triste? às vezes. mas não me vejo endossando um discurso em que a esperança é pequena, porque simplesmente não é assim que eu sou — eu geralmente sou aquela pessoa que vai convencer alguém em um momento difícil da vida que as coisas vão melhorar, mesmo que eu mesma esteja cavando um buraco no fundo do poço. tudo já é ruim o suficiente, a gente não precisa piorar.
é um pouco patético, mas a vida é mesmo patética, fazer o quê.
mesmo nesse chororô, mesmo pensando que talvez eu já não sirva pra fazer o que faço, conversando com amanda pensei de novo comigo mesma: não me vejo como uma pessoa pessimista. acho que a vida é dura, que às vezes a gente tem que reconhecer que um dia foi difícil, a semana, o mês, o semestre, o ano; mas que isso não quer dizer que o que vem por aí não possa ser bom. eu acho que há uma força em enxergar as coisas como são, nem enfeitadas, nem enfeiadas: só como são. tudo bem não ficar empolgada com algo que deveria te deixar feliz. tudo bem aceitar que um dia já deu tudo o que tinha pra dar, e se contentar com esperar que ele acabe. tudo bem queimar a largada e chorar feito uma adolescente, porque a gente enxuga as lágrimas e segue em frente, ainda tem coisa a se aprender. a criança chora quando se machuca, mas é só lavar o machucado, deixar que os soluços sigam seu rumo, e logo ela tá ali, correndo pra ralar o outro joelho também. às vezes a gente só precisa de uma boa noite de sono (pelo amor de deus, sabe, só quero ser feliz).
o título vem dessa música d’o terno, que é muito gostosinha!