quinta-feira, 20 de agosto de 2026

tô aí, firme e forte

essa semana foi difícil, tanto porque amanda foi embora na terça (chuif) quanto porque... bom, já não ando das mais animadas, e ultimamente ando com muita coisa na cabeça. ou seria pouca coisa, porque cabeça vazia, oficina do diabo? de todo jeito, a cabeça não anda das melhores, e por isso mesmo eu marquei uma primeira consulta com um psiquiatra pra terça mesmo.

vou te falar uma coisa sobre médicos: eu quero gostar deles. quero muito, muito mesmo — eu adoro ir ao médico, adoro fazer exames, adoro sentir que tem alguma coisa se movimentando na minha vida. na época em que eu estava sangrando 24 horas feito uma virgem sacrificada no altar pro capiroto, fazer exames me fazia sentir que eu estava prestes a colocar minha vida nos eixos, junto, claro, à atuação maravilhosa das médicas ginecologistas que me atenderam. pra chegar em uma unidade de profissionais da saúde que realmente se importa (e isso em UMA categoria!!! UMA!!!), eu passei por tanta gente que não me ouvia direito, que culpava meu peso por tudo, que não me encarava nem por 10 minutos e me receitava algo, que desdenhava do fato de eu me relacionar com uma mulher (não só ginecologistas, mas dermatologistas também)... hoje eu tento baixar um bocado as minhas expectativas, pra não me afetar tanto quando cair de cima delas.

essa introdução é pra dizer que, infelizmente, a consulta no psiquiatra foi mais um caso de fábrica de receitas, que é como eu chamo quando você vai a um lugar cheio de gente precisada de cuidado, os médicos chamando os pacientes em salinhas pequenas, e cumprindo dez, vinte minutos de consulta enquanto te receitam algo sem perguntar nada além do que você relatou. talvez com meu relato dê pra saber que eu consegui essa consulta com a cobertura do plano, talvez não, mas taí uma coisa que me deixa puta: como é possível que, pra ser atendido minimamente bem por um profissional de saúde, uma pessoa precise desembolsar geralmente mais de 300 reais pra uma consulta particular? me revoltei com isso na terça mesmo, falando com minha prima, encarando a receita de um medicamento que eu já tomei em diversas doses, das baixas às cavalares, em conjunto com outro remédio e como medicação única. como pode as pessoas não nos ouvirem, ou ouvirem e simplesmente não ligarem? é, de fato, o fim dos tempos. estou entre buscar outro profissional pelo plano, ou simplesmente esperar algum tempo e estudar as finanças com o salário novo pra ver se consigo bancar um atendimento particular, e estudando se faz sentido tentar o medicamento que ele passou, pra não deixar passar em branco.

dizem que o que não tem remédio, remediado está, mas essa pessoa aí claramente não sabia como é que tá a mente do palhaço. doutor, entenda, eu sou o pagliacci!!!!!!

enfim. tirando minha enorme decepção com o psiquiatra, outras coisas: preciso me alimentar direito. preciso fazer uma mega-faxina na casa. tenho compromisso no sábado com meus amigos. tenho que entender como não endoidar com o trabalho novo, sem demandas e sem muito sendo feito pra minha integração nos processos. voltei a jogar cozy grove, um jogo fofo no switch em que você é um “escoteiro espectral” que ajuda ursos-fantasma a refletirem sobre a vida, faz pequenas tarefas pra eles e enfeita uma ilha. tentei começar a assistir chaves na netflix, mas é esquisito colocar a série pra rodar e não simplesmente estar zapeando na tevê de tubo e estar passando algum episódio no sbt. estou reassistindo b99 pela quinquagésima vez. fiquei pensando se existe outra forma de me sustentar com tranquilidade que não ative todas as defesas do meu corpo ao mesmo tempo. chorei dando uma cafungada no travesseiro com o cheiro de amanda. combinei com nicolle de tentar fazer uma postagem colaborativa, mas minha mente e minha rotina essa semana claramente não estão para amadores. dormi, acordei.

mais um dia, galera. firme e forte. não sei se tão forte, mas firme. não sei se tão firme, também.

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