essa postagem faz parte do beda, projeto cujo objetivo é escrever (ou tentar) todos os dias de agosto. tô participando junto com a galera do entreblogs, e você pode dar uma bizoiada no que todo mundo têm escrito aqui :^)
a missão: beda. o obstáculo: eu ter voltado de viagem no domingo, sair sem celular (se estivesse com celular juro por TUDO que eu tinha postado) e começar no emprego novo essa semana. acabou que eu não tava com tempo nem energia pra escrever ontem, mas HOJE??? hoje vai.
no domingo, eu voltei de viagem e amandinha não foi me buscar no aeroporto. é muito bom ter ela perto, estar escrevendo e encostar meu pezinho no dela enquanto ela joga videogame, almoçar junto, assistir filme junto... tô tentando não pensar em como vai ser quando ela for embora. na verdade, tô tentando não pensar em como vai ser na semana que vem, em que ela vai estar no brasil, mas no interior, e só vai voltar pra são paulo quando for embora. será que era assim que romeu e julieta se sentiam? pelo menos a gente tem mensagem instantânea e não corre o risco de sofrer o mesmo desentendido.
assistimos série, cochilamos, arrumei coisas em casa (nada como viajar e voltar pra casa pra amar fazer tarefas de arrumação de novo, risos) e saímos pra passear à noite. como eu iria começar a trabalhar no dia seguinte, estava ansiosa e andar sempre ajuda nesses casos, então foi o que escolhemos; por fim, acabamos indo jantar, tomando uns biricuticos e dormindo de um jeito super picado. sabe quando você fica dormindo e acordando, mas de um jeito que parece que você nem dormiu? pois é. o dia foi muito gostoso, apesar disso. o clima tava gostoso, a noite tava linda. eu não conseguia parar de sorrir. falei com amanda que tinha que escrever pro blog, perguntei o que eu podia postar, e ela me perguntou se eu estava feliz. quando eu disse que sim, ela replicou, do alto dos nossos dois-drinks-cada-uma: posta uma foto nossa e fala que você tá feliz. se eu não tivesse deixado o celular carregando antes de sair, tinha postado ali mesmo, voltando pra casa. nem tiramos uma foto, mas eu estava feliz. é bom demais estar feliz.
comecei no emprego novo e, até agora, corre tudo bem. a firma é bem menor do que a última em que eu trabalhei, e eu sinto que estou “preparada”, entre muitas aspas, pra um nível de pressão maior do que o que terei — o que, não me entendam errado, é ótimo. a última coisa que eu quero é mais um burnout na conta. as pessoas são simpáticas, e estou basicamente lidando com as burocracias do começo: treinamentos, conhecer pessoas, entender como rodam as engrenagens corporativas e por aí vai. os dias têm sido tranquilos e lentos, e eu sinto que o clima seco que faz em são paulo e a saudade batendo à porta começam a deixar um gosto amargo na minha língua, quase como se eu estivesse ficando doente. já tenho um milhão de compromissos engrenados pra assim que amanda for embora, porque inevitavelmente me sentirei muito sozinha: é assim que funciona quando você tem alguém com quem adora passar os dias e então não tem mais. a única coisa que eu tiro disso tudo é que nem a pau vou ficar mais de um ano sem ver essa mulher de novo.
tem sido interessante começar uma rotina nova com amanda aqui. tô aproveitando cada segundo, mas às vezes é inevitável pensar que o dia de ela viajar de volta tá cada vez mais perto. no domingo mesmo, conversando enquanto tomávamos nossos biricuticos, ela me disse que queria que eu enxergasse mais as oportunidades de ser feliz ao invés de só os empecilhos pelo caminho; é o que eu ando tentando fazer. talvez minha meta do momento seja tentar vencer a ansiedade nesse ponto: o de estar sempre com a cabeça correndo dias à frente, sofrendo por antecipação com coisas que nem estão perto de acontecer, e perdendo a oportunidade de ser feliz no agora.
pra terminar: amanda tá jogando algum jogo do mario do meu lado, um que eu nem sei qual é — só sei que não tem escolha de fases, e toda vez que você vence um mundo, aparece um número de toads igual ao número do mundo —; toda vez que ela morre ou vai morrer, usa o comando que eu ensinei pra ela do nintendo switch, em que você consegue rebobinar o jogo (os jovens ainda sabem o que é rebobinar?) até certo ponto. a mulher está obcecada e nunca mais seguiu a ordem natural das coisas e deixou o pobre do mario morrer depois que aprendeu a roubar. eu criei um monstro.
Que delicinha ler sobre gente feliz! <3
ResponderExcluirAproveite cada minuto agora com Amanda, quando ela for embora, dai você fica triste hahaha, parece fácil falando, né? também sofro de ansiedade e já começo com a sofrência antes das coisas acontecerem :(
Que vocês consigam criar mais memorias lindas antes dela ir embora!
meudeus o que é biricutico? é cerveja? agora quero falar biricutico também
ResponderExcluiroutra coisa. de vez em quando eu paro pra ler o que é ilegal comentar no teu blog e ai eu fico pensando: alguém realmente defende picada de pernilongo? mas ai pensando nisso agora, o que me pareceu muito relevante de acordo com as vozes da minha cabeça, é que provavelmente o agente pleakley defenderia. por isso o planeta terra não foi destruído e tal. enfim, divagações.
mesmo sem foto imaginei uma foto de vocês duas felizes juntas pra compor o post imaginário ❤️
Oii Xis!
ResponderExcluirSou outra curiosa querendo saber o que é biricutico hahahahaha
É lindo ver esse amor carinhoso de vocês! Torço para que consigam se ver com mais frequencia num futuro próximo <3
Abraço!!
https://falacatarina.com/blog/