essa postagem faz parte do beda, projeto cujo objetivo é escrever (ou tentar) todos os dias de agosto. tô participando junto com a galera do entreblogs, e você pode dar uma bizoiada no que todo mundo têm escrito aqui :^)
eu não me acho uma pessoa pessimista. deprimida, sim; triste? às vezes. mas não me vejo endossando um discurso em que a esperança é pequena, porque simplesmente não é assim que eu sou — eu geralmente sou aquela pessoa que vai convencer alguém em um momento difícil da vida que as coisas vão melhorar, mesmo que eu mesma esteja cavando um buraco no fundo do poço. tudo já é ruim o suficiente, a gente não precisa piorar.
é um pouco patético, mas a vida é mesmo patética, fazer o quê.
mesmo nesse chororô, mesmo pensando que talvez eu já não sirva pra fazer o que faço, conversando com amanda pensei de novo comigo mesma: não me vejo como uma pessoa pessimista. acho que a vida é dura, que às vezes a gente tem que reconhecer que um dia foi difícil, a semana, o mês, o semestre, o ano; mas que isso não quer dizer que o que vem por aí não possa ser bom. eu acho que há uma força em enxergar as coisas como são, nem enfeitadas, nem enfeiadas: só como são. tudo bem não ficar empolgada com algo que deveria te deixar feliz. tudo bem aceitar que um dia já deu tudo o que tinha pra dar, e se contentar com esperar que ele acabe. tudo bem queimar a largada e chorar feito uma adolescente, porque a gente enxuga as lágrimas e segue em frente, ainda tem coisa a se aprender. a criança chora quando se machuca, mas é só lavar o machucado, deixar que os soluços sigam seu rumo, e logo ela tá ali, correndo pra ralar o outro joelho também. às vezes a gente só precisa de uma boa noite de sono (pelo amor de deus, sabe, só quero ser feliz).
o título vem dessa música d’o terno, que é muito gostosinha!
Não sei com o que você trabalha, mas eu sou designer e penso muito nisso do mundo corporativo ter me quebrado um pouco (bastante pra ser sincera). Teve uma época que me mudei de cidade e precisei trabalhar 6 meses em uma loja no shopping até conseguir algo na minha área, e nossa, surpreendentemente foi o trabalho mais tranquilo da minha vida, mesmo atendendo muitos clientes sem noção. Penso muito se eu não deveria desistir e procurar outras coisas... se o salário não fosse tão baixo eu acho que já tinha trocado de profissão.
ResponderExcluirMas espero que as coisas melhorem por aí!
Oie!
ResponderExcluirNossas emoções são tão nossas, a gente não deveria se sentir esquisita por 'sentir' ou 'sentir demais'. Torço muito muito mesmo que esses gatilhos não sejam frequentes e que você consiga achar um modo de ter paz. Se desse pra largar tudo e viver de amor, provavelmente a vida não ia ser tão bitolada.
Abração
https://falacatarina.com/blog/
meu deus a melhor decisão que eu tomei hoje foi ler seu blog... sou assim também. melancólica (e bem reclamona, admito), mas nunca perco a esperança. e nesse momento minha capacidade de ter esperança tá sendo testada de um jeito absurdo, mas ela segue lá. tbm não sei como sobreviver no corporativo, sinceramente. como pode esse mundo sugar tanto nossa energia, né? espero que as coisas melhorem no trabalho, que você encontre uma forma de fazê-lo sem se perder de si mesma. acho que esse é o maior desafio.
ResponderExcluirEu gosto de pensar que mudanças são assustadoras e que quando uma dificuldade ocorre depois de uma mudança a gente sempre entra em pânico por se questionar se tomou a decisão correta. A gente precisa sentir o que está sentindo, sem deixar que uma situação contamine nossa visão do mundo.
ResponderExcluirEu também não sou pessimista, eu sou dramática, choro na e ansiosa, mas eu ainda vejo a vida com olhos esperançosos porque do contrário, não sobra nada!
Espero que as coisas tenham melhorado por ai, que a crise tenha ido embora e que você esteja se sentindo mais feliz!
Um abraço
considerando que eu tenho grandes suspeitas de que o meio corporativo que me deixou maluca e piorou minha ansiedade 500% eu não acho nada disso patético não. amiga, eu quando criança-adolescente chorava se me pediam pra pedir informação sabe? nossa cabecinha tem dessas. é a vida etc e tal. infelizmente guerreiras e não herdeiras.
ResponderExcluirainda dia desses, conversando com meu colega que foi diagnosticado com o mesmo presentinho ansioso e que ainda está lá no meio do furacão, falei que no lugar dele eu também precisaria aumentar a dose pra aguentar o tranco. se nem na paz de casa eu estou livre de todos os auês ansiosos, quem dirá vocês no meio do tiroteio.
enfim, é aquela coisa meio entrego, confio, dou uma surtada e agradeço. equilíbrio é tudo!